Guia para primeiro uso de barril de carvalho

on 14 de dezembro de 2011


Esse post não discursará sobre as tecnicalidades de um barril de carvalho, os aromas e sabores provenientes de seu uso, ou de quantidades de carvalho que combinam com a cerveja.  Isso eu farei num futuro próximo...
O que eu gostaria de falar aqui, é sobre o meu primeiro uso de um barril de carvalho, e como proceder quando você também adquirir um. O artigo foi traduzido de um documento que o site Morewine disponibiliza.  Muitos dos termos são para produtores de vinhos, mas podem ser traduzidos e adaptados facilmente para cervejeiros.

BARRIL NOVO:
Quando você adquiri um barril novo, deve verificar que o trabalho foi bem feito e que não existe falhas óbvias em sua construção.  Pegue uma pequena lanterna e inspecione o interior para sujeira ou restos de madeira, e examine a torra (caso haja uma) no interior das ripas.  A torra deve ser uniforme na superfície inteira, sem ter muitas bolhas que podem armazenar depósitos mesmo depois de limpar o barril.  Mas algumas bolhas é normal.  Adicionalmente, um novo barril deve ter cheiro doce (sem cheiro de vinagre ou mofo) e deve apenas precisar de um período de expansão com água antes de ser enchido com vinho (ou cerveja).

PREPARANDO O BARRIL PARA USO:
Um barril que é novo, ou que foi armazenado seco, precisa de um período de "inchaço" com água para vedar as frestas.  Existem duas abordagens possíveis:  a frio ou a quente - este último conhecido também por "Método Francês".

O método a frio envolve encher o barril até 1/3 do volume com água fria e deixar em repouso por 3-4 horas.  Então você sobe o nível para 2/3 e deixa outras 3-4 horas em repouso.  Finalmente , você enche até a boca e mantém cheio até o que o barril pare de vazar e vede todas as frestas.  Você então esvazia o barril e enche com a bebida.  Esse processo demora geralmente 2 dias, e com barris mais velhos pode demorar até mais (no meu caso, esse processo durou ~4 dias).  No entanto, se o barril estiver "sangrando" depois do quinto dia, então talvez seja melhor trocá-lo.  Barris novos que "sangram" por mais de dois dias tem probabilidade de ter problemas no futuro - se esse é o caso, então é melhor entrar em contato com a loja de que você comprou.

O método Francês envolve encher o barril a 1/10 do seu volume com água quente.  Você tampa e chacoalha o barril de modo que todas as partes entrem em contato com a água.  Você então deixa o barril de pé e enche o tampão da frente (que está voltado para cima) com água quente e deixe em repouso por 15 minutos.  Repita o processo para o outro lado.  Você então vira o barril com o buraco para baixo, escorra a água e deixe esfriar.  Teste o barril enchendo com água fria para verificar se ele foi devidamente selado antes de usar.  Se estiver vazando um pouco, deixe com água até que o barril se feche.

*Uma coisa a se notar é que não importa que método usar, você nunca deve deixar água dentro do barril por mais de 2 dias.  Se o período de descanso com água exceder 2 dias, você deve esvaziá-lo e depois re-encher com água nova.  Isso é para prevenir que bactérias e micróbios que podem começar a crescer no barril.


Em geral, se o barril é novo e foi armazenado seco por um longo período, você provavelmente deve usar o método a frio.  No entanto, se o seu barril tiver sido usado recentemente e foi armazenado em uma adega com humidade certa, então você provavelmente pode usar o método de água quente.

LIMPANDO O BARRIL:
O melhor jeito que achei de limpar um barril é um simples múltiplo-enxágue. Um apoio para o barril é praticamente necessário.  Barris devem sempre ser lavados imediatamente depois de ter sido transferida a bebida de lá para prevenir o crescimento de organismos.  Lave o barril com água quente até que os depósitos sejam dissolvidos e lavados.  Não se acanhe em repetir o processo várias vezes se necessário.  O barril deve ser então enxaguado com água fria para contrabalancear qualquer inchaço de madeira que pode ter ocorrido e também para prevenir que organismos que aproveitam da temperatura 'aconchegante' se multipliquem.  Na maioria dos casos, ao fazer a manutenção e técnicas de armazenamento corretas, você evita de usar qualquer típico de produto químico.  A razão para você evitá-los é porque eles irão retirar extrato de carvalho (ou outra madeira) do barril, e também possivelmente danificando-o.  Alguns exemplos são o de que sabão amacia a madeira, enquanto que carbonato de sódio e outros químicos irão extrair o sabor da madeira.  Portanto, a não ser que você detecte algum problema visível ou de cheiro, você deve apenas usar água para limpar o barril.

*Importante: se o barril for armazenado e enxofre for queimado dentro dele, então você deve ter certeza de que você removeu qualquer pedaço residual de enxofre que pode ter ficado no barril depois desse tratamento.  Caso contrário, pode acontecer de você ter problemas de sulfeto de hidrogênio com a leva.

Também, vale a pena evitar a presença de cloro na cervejaria.  Você deve evitar o uso dele como produto de limpeza e filtrar a água proveniente da rede municipal ou qualquer fonte que contenha cloro, já que o cloreto pode ser usado por alguns fungos para a produção de 2,4,6-Tricloroanisola (TCA, um componente indesejado para vinhos e que terá o mesmo efeito na cerveja).  Esses fungos podem estar presentes nos barris, além de estarem presentes nas rolhas.  Cloro também é danoso ao aço inox.

ARMAZENANDO UM BARRIL:
Se você transferir cerveja do barril e não tiver planos de enchê-lo novamente nas próximas 2 horas, então você precisa preparar para que seja armazenado corretamente.  Enxágue o barril várias vezes com água quente depois fria , esvazie e espere secar completamente.

*É importante notar que o barril deve ser esvaziado completamente, que esteja completamente seco e que não haja nenhuma poça de água antes que você queime enxofre.  Isso porque se o barril estiver molhado, então o SO2 irá hidratar e você formará ácido sulfuroso que pode dar gosto ruim, além de problemas com contaminação.

Uma vez que o barril estiver seco, será necessário alguns passos para proteger de organismos que poderão contaminar o barril durante o armazenamento.  Em vinhos, você sempre tem um nível de SO2 de 25-30 ppm.

Em cervejas, esse valor é mais baixo, geralmente abaixo de 10 ppm, então lembre-se que a cerveja é um pouco mais suscetível a contaminações que vinho. Quando você armazena um barril a seco, ele não tem proteção nenhuma de SO2, então você é necessário adicionar diretamente ao barril.  O melhor jeito de fazer isso é com uma fita de de enxofre (ou pastilha ou disco), colocando-a em uma barreira à prova de fogo e colocando-a suspenso dentro do barril, que é então fechado (a maioria dessas fitas já vem com uma tampa junto) para permitir que o gás e fumaça preencham o barril.  É importante que esse enxofre seja suspenso no meio do barril para que você não queime a parte interna da madeira do mesmo.  Esse procedimento deverá ser repetido a cada seis semanas de modo que você consiga cheirar a presença de enxofre no barril a todo mommento.

A dosagem padrão para enxofre é de 1/3 de fita por barril de 230L - aproximadamente um pedaço de 2cm x  7cm ou uma pastilha de 5g.  Se você estiver com um barril de 100L, então apenas quebre a dosagem normal na metade e guarde a parte não usada para tratamentos futuros.  Enxofre elementar é inerte até que seja queimado, então você não deve se preocupar nele estragar com o tempo.

Se você estiver armazenando o barril fora de adega ou em algum lugar que é seco então a cada dois meses ele deve ser enchido parcialmente com água a 35-40ºC e rolado ou misturado até que a água caia para 20ºC.  Esvazie o barril e enxágue novamente com água fria.  Esvazie de novo e deixe o barril secar, então proceda com o tratamento de enxofre normalmente.  Esse procedimento previne o barril de secar completamente, que pode gerar rachaduras entre as ripas e dissipar o SO2, permitindo que organismos entrem no barril e contaminem durante o período de armazenamento.

Finalmente, um lembrete importante: SO2 é químico tóxico e você deve respeitá-lo.  Evite respirar seus gases e você deve trabalhar em uma área bem ventilada quando o estiver usando.  Você pode usar luvas para manuseá-lo.

SOLUÇÃO DE ARMAZENAMENTO:
Deve ser notado que é possível armazenar um barril usando uma solução de armazenamento ao invés de queimar enxofre nele.  A vantagem disso é que você pode demorar mais para fazer qualquer tipo de manutenção.  Mas essa vantagem tem seu preço: você vai retirar sabores de carvalho do barril se você usar essa solução.  Também, a solução de armazenamento perde lentamente sua capacidade de proteger o barril, e por isso é difícil determinar quando será necessário trocá-la.  Finalmente, como a solução evapora lentamente do barril (e vai acontecer), vai sobrar um espaço úmido e não protegido pela solução - condições ideais para contaminação microscópica.  Recomendo fortemente armazenar os barris a seco - a solução deve ser usada apenas como último recurso caso você não possa queimar enxofre no barril a cada seis semanas.

Se você decidir usar essa solução de armazenamento, então aqui vai o jeito de fazê-lo:

- Encha o barril até 2/3 com água fria.
- Calcule então a quantidade necessária de produtos químicos: para cada litro do volume do barril, você irá precisar de 1 grama de ácido cítrico e 2 gramas de SO2.  Misture essa solução em um recipiente separado com uma pequena quantidade de água quente para que tudo se dissolva.  *Cuidado com os vapores e trabalhe em um local bem ventilado.
- Adicione a solução no barril, role ele para misturar, encha até a boca e tampe sem espaço para ar.

Será necessário ir enchendo o barril conforme ele vai evaporando com a solução a cada 4-6 semanas, mas o barril poderá ser armazenado assim indefinidamente.

PROBLEMAS DE CONTAMINAÇÃO:
Em geral, se você cuidar do seu barril (mantendo cerveja até o topo quando cheio e queimando enxofre quando vazio) não deve ter problemas.  No entanto, existem certos problemas de contaminação que existem em barris e você deve estar ciente deles de modo a reconhecê-los e com sorte prevení-los de acontecer.  Isso também irá ajudar a avaliar um barril usado.

Mofo:
Se o barril tiver ou adquirir um sabor ou odor de mofo ou de cogumelos, então ele não deve mais ser usado. No entanto, se o odor/gosto não for tão forte você pode ser capaz de salvá-lo tratando com carbonato de sódio  ou percarbonato de sódio (veja abaixo para detalhes).
Se você começar a ver mofo por fora do barril - especialmente ao redor da tampa/buraco - então será necessário limpar antes que isso se torne um problema maior.  Apenas ao fazer essa manutenção cedo, o mofo não deve afetar a cerveja dentro do barril.  Faça o seguinte:

- faça uma solução de So2 e ácido cítrico em água (3 colheres de sopa de cada para 4L de água)
- usando uma escova de fibras naturais ou de plástico, esfregue a área com mofo com um pouco da solução
- Importante: não deixe a solução de ácido cítrico/SO2 entrar em contato com os anéis de metal, pois ele será corroído caso fique em contato.  Caso você derrame um pouco acidentalmente, enxágue esse anel com água.  Também, você não deve deixar essa solução entrar em contato com a cerveja, portanto quando você estiver limpando o barril, certifique-se de que a tampa esteja bem vedada e que a solução secou completamente antes de abrir.


Além de tratamento local, você deve também abordar a causa do problema para prevenir que aconteça de novo.  Por exemplo, se o mofo está se formando em um único barril com algum problema de infiltração, então isso não é tanto problema pois está localizado em um único barril.  Todavia, se uma porcentagem maior dos barris estão com problemas pela área estar úmida demais (ie, acima de 75% de umidade), então esse problema deve ser abordado.

Acetobactérias, Fermentos Selvagens e Bactérias Malo-Lácticas
De modo geral, as Acetobactérias (bactérias do vinagre), fermentos selvagens, e bactérias de ácido lático podem infectar o barril e estragar a cerveja.  No entanto, tratamento apropriado de SO2 durante o processo inteiro pode ajudar a controlar esses problemas.

Tratamento de problemas de contaminação:
O tratamento de um barril para problemas de contaminação é um processo de 2 partes.  Primeiro, você deve usar uma solução de carbonato de sódio (ou percarbonato de sódio), depois você o neutraliza com uma lavagem de ácido cítrico *Deve ser notado que quando você trata um barril dessa maneira, você estará retirando um pouco do sabor de carvalho da madeira.
O seguinte guia para tratar um barril contaminado segue:

- Dependendo da severidade do problema, você terá que usar entre 1 a 3* gramas de solução de carbonato de sódio (ou percarbonato de sódio) por litro do volume do barril.  Misture isso com um pouco de água em um recipiente separado até totalmente dissolvido.  *Nunca use mais de 3 gramas por litro de carbonato de sódio ou percarbonato de sódio porque senão você irá começar a atacar e "quebrar" a madeira do barril.
- Encha o barril até 2/3 de sua capacidade com água.
- Adicione a solução ao barril, role-o para misturar essa solução totalmente e então encha até a boca.
- Deixe de descanso durante a noite, mas não deixe mais de 24 horas.

Uma vez que o barril foi tratado, você deverá neutralizar o resíduo alcalino:

- Em um recipiente separado, faça a solução de ácido cítrico em uma razão de 0,5 a 1 grama por litro do volume do barril. Certifique-se de que os cristais dissolvam completamente.
- Encha o barril com a solução até a boca.   Deixe de descanso durante a noite.
- Esvazie o barril e limpe-o devidamente e completamente.
* Tenha certeza de eliminar todo o resíduo alcalino do barril.  Embora isso não seja tóxico nessas baixas concentrações, isso irá afetar negativamente o sabor de qualquer bebida que seja adicionada no barril.
- Deixe o barril secar completamente e então encha com cerveja, ou então queime enxofre nele caso ele seja armazenado.

USANDO O BARRIL:
Armazenar e maturar cerveja no barril de carvalho (ou outra madeira) irá garantir sabores da madeira e também de envelhecimento.  Barris novos geralmente irão dar gosto por 3-4 anos; depois disso eles ficarão "neutros".  Barris neutros não darão gosto, mas ainda podem ser usado para armazenamento para melhorar a qualidade da cerveja por envelhecimento, por pequenas e complexas oxidações, que diferem daquelas que ocorrem em garrafas de cerveja.  Uma cerveja deve ser provada a cada 2 semanas ou a cada mês, de modo que se perceba a evolução dos sabores.  Isso pode acontecer desde 2 meses até 18 meses.  O barril irá dar gosto e 'estrutura' mais fortemente e mais rapidamente no começo de sua vida.  Isso significa que o tempo de contato da cerveja antes que o sabor de madeira seja demais irá aumentar conforme o uso.  Note que carvalho europeu tende a liberar sabores mais vagarosamente do que os americanos ou canadenses.

(É por isso que barris novos são geralmente usados para fermentar vinhos brancos.  Os vinhos brancos são geralmente menos amadeirados que os tintos, e podem pegar suas influências de um barril novo no período curto que demora uma fermentação alcoólica.  O barril pode então ser usado para segundos e terceiros usos, que é mais recomendado para períodos longos para vinhos tintos obterem seu máximo sabor e profundidade.)

É importante notar que o tempo de contato que uma cerveja fica dentro de um barril antes de ser transferido irá variar principalmente pelo tamanho do barril.  Isso está relacionado com a razão de área de contato da madeira com o volume de cerveja.  Em outras palavras, quanto menor o barril, mais madeira estará em contato com uma unidade de volume de cerveja, e quanto maior o barril, menos cerveja estará em contato com a madeira.  Isso significa que a cerveja terá de ficar menos tempo em contato com um barril pequeno do que ficaria em um barril maior para que seja adquirido o mesmo nível de extração da madeira.
Fundamentalmente o fator que deve ser medido de quando será transferida a cerveja do barril é o gosto dessa cerveja.  Para esse fim, você estar ciente que o sabor de carvalho irá diminuir bastante durante o primeiro ano.  Isso deve ajudar você a decidir quando transferir de um barril para controlar o nível de intensidade de carvalho você terminará em sua cerveja.  É preciso de alguma experiência para pegar a essência de como isso funciona, e infelizmente (ou não, já que você terá mais cerveja!) o único jeito de aprender é na prática.

Finalmente, é sugerido boa prática guardar uma porção da cerveja que não recebeu carvá-lho (em um keg ou post-mix) para ser usado para blendar de volta na cerveja com carvalho (você pode também produzir essa mesma cerveja posteriormente para blendagem, tendo então uma cerveja jovem e outra envelhecida).  Enquanto é verdade que "você sempre pode adicionar mais carvalho, mas não pode retirá-lo", você pode, na verdade, blendá-lo para diluir o gosto...

Coisas a se ter em mente quando usar um barril:
- Prove frequentemente, especialmente quando estiver usando um barril novo.  Você irá se surpreender quão rápido o sabor irá ser liberado para a cerveja.  Essa é a razão para que o envelhecimento aconteça em temperatura controlada: para que a extração aconteça em uma razão constante.  Caso a adega aqueça durante o verão, você terá extração mais rápida de carvalho do que quando manter em em temperatura controlada.  Lembre-se disso e ajuste a frequência de degustação de acordo.
- Certifique-se de manter o barril sempre cheio (até a boca).  Um barril novo irá absorver bastante da cerveja no começo.  Um bom guia é de encher uma vez por semana durante o primeiro mês,  e depois a cada 15 dias.  Isso vai variar de acordo com o tamanho do barril e condições do local (temperatura e umidade).  É uma boa idéia colocar uma tampa de silicone, já que dá uma vedação melhor, e é fácil de limpar, e você não terá tantos potenciais problemas com contaminação que uma tampa de madeira daria.

fonte: morewine

Pumpkin Ale

on


Pumpkin Ale (40L), brassada em 26/11/11:

GRÃOS:
  • 9,5Kg Pilsen
  • 0,7Kg Munich
  • 0,5Kg Melanoidina
  • 0,7 Kg Caramunich
  • 0,5Kg Special B
LÚPULOS:
  • 50g Tettnanger,  7,0% AA,  60min,  24 IBU´s  
FERMENTO:
  • US-05 (2 pacotes) re-hidratados
EXTRAS:
  • 2 morangas com peso total de 8,2kgs. Cortei em 4, tirei as sementes e coloquei no forno médio por 2horas.  Depois simplesmente amassei, com casca e tudo, e joguei no começo da mostura
  • 3,2g Canela em pó a 5min do final da fervura
  • 1,0g Gengibre em pó, a 5min do final da fervura
  • 1,2g Noz-moscada em pó a 5min do final da fervura
  • 1,0g Pimenta da Jamaica em pó a 5min do final da fervura
PROCEDIMENTO:
  • 48L a 71ºC --> estabilizou em 67ºC.  Subi para 68ºC e mantive por 90 min.
  • Mash-out em 76ºC por 5-10 min.  Recirculei por 5 minutos com bomba (acabou a força)
  • Transferência por gravidade (tempo não medido)
  • Volume pré-fervura: 58L
  • Gravidade pré-fervura: 11,2
  • Eficiência: 74%
  • Fervura: 60 min
  • Irish Moss: sim
  • Evaporação: 51/58 = 7L 
  • Whirlpool 10 min.
  • Pitched at: 25ºC
  • fermentado a: 19ºC (geladeira ruim, motor não tão bom e a temperatura pode ter ficado entre 20-25)
  • OG: 13,4 (1.054)





FERMENTAÇÃO/MATURAÇÃO:
  • Geladeira programada para 19ºC, porém por estar velha pode ter ficado entre 20-25ºC.  Por 1 semana.
NOTAS:
  • 03/12/11: Transferi para 2 post-mix, adicionei clarificante e coloquei a 2ºC.
  • 10/12/11: Engarrafei um dos 2 post-mix.
  • Cor boa, apesar de estar mais turva do que o esperado.  Aromas de abóbora e de doce de abóbora interessantes, mas a cerveja apresenta um frutado acima do normal.  Foi tomada junto com a Dogfish Head Pumkin Ale e a Dogfish apresenta aroma bem mais intenso de especiarias.  Talvez por ter apenas jogado temperos na fervura o aroma tenha sido prejudicado.  A temperatura de fermentação poderia ser um pouco mais reduzida para deixá-la mais limpa para sobressair os temperos.  Ajustes são esses 3: fermentação mais baixa, melhorar clarificação e melhorar aroma.  Fora isso uma boa cerveja.

"Terroir" Saison (30L)

on 13 de dezembro de 2011


Brassagem em 02/11/11.  Receita simplificada para poder fermentar uma pilsen com o mesmo mosto.

GRÃOS:
  • 9,5kg Pilsen
  • 170g Melanoidina
LÚPULOS:
  • 80g Sterling,  5,0% AA,  60 min,  30,5 IBU´s
  • 25,2g Saaz,  3,4%AA,  10min,  1,5 IBU´s
FERMENTO:
  • WLP 565 Belgian Saison I Yeast
MOSTURA/FILTRAÇÃO/FERVURA:
  • 42L de água a 69ºC --> estabilizou em 65ºC.  Mantive por 90 min.
  • Mash-out: 81ºC (passou um pouco)
  • Recirculação com bomba por 20min.
  • Transferência: 18min
  • Gravidade pré-fervura: 12,0
  • Volume pré-fervura: 48L
  • Eficiência: 76%
  • Fervura: 60 min
  • Irish Moss: 3,4g a 15 min. final fervura 
  • Evaporação: 39/48 = 9L
  • Whirlpool: 15 min
  • OG: 14,0
  • Aerado c/ filtro de ar por 10 min.
  • Pitching temp: 23ºC
FERMENTAÇÃO:
  • Primeira semana a 21ºC.  Segunda semana sem geladeira (aprox. 26-30ºC)
NOTAS:
  • 11/11/11: FG: 1.009, Atenuação: 82%, Álcool: 6,2%;  transferido para post-mix de 20L e maturação a frio (2ºC).  Aroma característico de Saison, parece médio atenuada, gosto de álcool muito forte (desce queimando).  Vamos ver como se comporta até o fim da maturação.
  • 02/12/11: Cerveja interessante e boa.  Bastante fenólico de cravo é bem característico do estilo, muito bom. Talvez fazer starter nas próximas levas para maior atenuação e melhores características fenólicas.  Ainda turva, mas é a intenção.

Ricardo Rosa segue sendo o melhor cervejeiro caseiro do Brasil

on 1 de dezembro de 2011


De acordo com o recém-criado Quadro de Medalhas do Notícias Cervejeiras, Ricardo Rosa ainda é o melhor cervejeiro-caseiro do Brasil.  O ranking leva em conta apenas as edições do Concurso Nacional das Acervas, excluindo-se a primeira edição de 2007 (que foi no Rio de Janeiro, porém apenas com participantes cariocas).  As 3 primeiras colocações de cada categoria recebem medalhas de ouro, prata e bronze.  Ricardo Rosa é o líder com 2 medalhas de ouro e 1 bronze.  Curiosamente, essas 2 medalhas de ouro foram conseguidas na primeira edição do concurso (de acordo com os critérios desse ranking).  Seguem de perto Christiam Rocha (MG) e Ido Décio Schneider (RS), este último com suas duas medalhas conquistadas nas duas últimas edições da competição.  Ricardo Rosa também lidera em medalhas totais, com três no total contra duas (seis concorrentes tem essa marca).

O ranking também faz uma classificação dos melhores estados do Brasil em termos de cerveja caseira.  Rio de Janeiro tem uma vantagem de 4 ouros contra 3 do Rio Grande do Sul.  Em termos de medalhas totais, completo domínio dos cariocas, que ganham de 17 a 9 do segundo colocado Minas Gerais.

A idéia do ranking veio em propagar um pouco da cultura de competição entre os cervejeiros caseiros, pra incentivarmos novos cervejeiros a participar um pouco mais.  Alguém se habilita a tomar o posto de cervejeiro-mor?  A VII edição do concurso contará com 5 estilos diferentes, e será sediada no estado de SP.

Video da Eisenbahn Oktoberfest

on 29 de novembro de 2011


A eisenbahn pretende divulgar vídeos de todas as suas cervejas periodicamente.   A apresentação foi muito bem feita da cerveja (algo que todas as cervejarias deveriam fazer).  Não costumo postar cervejas que não sejam novas no blog, mas o que me fez postar essa foi o que foi algo que foi dito no vídeo pelo Juliano Mendes.
"...uma cerveja que não é muito complexa, mas muito saborosa."

Pois bem, ele disse a mais pura verdade.  No entanto, acho que muitos cervejeiros, querendo exaltar o seu produto, dizem mesmo assim que a cerveja é complexa.  Ponto pra Eisenbahn (ou seria para o Juliano?)



Porque avaliações de cerveja são uma merda

on 28 de novembro de 2011



Resolvi traduzir esse artigo por ser muito pertinente à nossa situação aqui no Brasil.  Fala basicamente sobre as avaliações e rankeamento de cervejas em sites como o ratebeer ou o beeradvocate.  Em paralelo, aqui no Brasil podemos usar o Brejas como parâmetro.

Os sistemas de ranking são continuamente atualizados e as pessoas continuam a usar esses sites de maneiras diferentes.  No entanto, os sites de avaliação ainda tendem a exaltar demais as cervejas escuras, com alto teor de álcool e difíceis de achar, enquanto que as lagers bem feitas e com baixo teor alcoólico sempre tiram notas baixas.

Pensei bastante sobre isso e é minha opinião de que avaliação de cervejas comerciais está em um ponto onde não é mais útil e, na verdade, pode até ser prejudicial para o mercado em geral - e não falo apenas do Brejas, Ratebeer e Beer Advocate, mas também das resenhas em blogs e outros.  E a relação de informação útil para a irrelevante ou falsa está fora de proporção, de modo que os resultados tem peso que não lhe conferem.
Antes que apareçam raios e trovões, deixe-me explicar meu ponto de vista:

As pessoas rankeam cervejas por medidas que são subjetivas demais.

Bem simples.  Em geral, as pessoas rankeam cervejas baseado se elas gostaram ou não, e não porque elas são (ou não) boas cervejas.  Por incrível que pareça essas são coisas diferentes.  Eu detesto a Bud Light, mas não vou dizer que é uma cerveja malfeita.  É uma cerveja super bem feita se você quiser uma cerveja lager leve.  Mas no ratebeer ela recebe nota 0 (e 1 no estilo) e nota D no Beer Advocate mesmo sendo a definição do estilo 'light lager'.  (podemos fazer um pararelo com as cervejas tipo skol 360 e outras do tipo).  Por quê?  Por que falta técnica na produção e porque está cheia de off-flavors?  Não.  Porque a maioria das pessoas que estão dando nota, como eu, a detestam.  Ao invés de separarem a subjetividade da avaliação para de fato responderem se é uma cerveja bem feita tecnicamente e se corresponde ao estilo,  rankeam baseado em seus próprios gostos e dão notas de péssimo a horrível.

Eu realmente penso que existe valor em ter uma lista de rankings de cervejas que você gosta para referência própria.  É uma das razões que eu gosto do site Untappd - porque me dá uma lista das minhas resenhas para que eu possa ver depois.  Eu nem sempre lembro uma cerveja três meses depois.  "Por acaso eu já bebi isso? Gostei? Ah, 5 estrelas me dizem que sim."  Mas não é porque eu gosto que outros também vão gostar. Gosto é subjetivo.  Eu gosto de uma gama grande de cervejas, mas me dê algo lotado de lúpulo Nugget e eu sempre, sempre vou detestar. Uma estrela apenas e puta, como é ruim.  Mas isso não quer dizer que você não vá gostar, então por que o meu ranking pessoal significa alguma coisa pra você?

Se é uma padrão inútil, não devemos usá-lo para julgar cervejas.

Não há como dizer se as pessoas estão tomando boas cervejas

E por isso eu quero dizer "como o cervejeiro quis".  Não velha e oxidada ou através de linhas de chopp infectadas ou sujas, copos congelados ou tomada por um bêbado ou fumante.  Certamente alguns irão comentar em sua resenha como a cerveja foi servida e como aparentava etc, mas o primeiro comentário sobre a Bud Light diz tudo:
                                            "...o modo de servir foi virando a latinha num jogo de futebol"
De fato, byeme94.  Vou agora levar a sua nota D+ em maior consideração  porque eu sei que você se concentra bastante em sua resenha durante os 4 segundos que demorou para passar no seu esôfago.  O fato de você não ter vomitado imeditamente salvou a nota de ser um D- ou F?

Se alguém está degustando uma cerveja de uma linha suja (e isso é importante) e ele não sabe o gosto de uma linha suja, pensa que está tomando uma cerveja horrível e não tem jeito de eu, como leitor, de adivinhar se está tomando uma cerveja em condições perfeitas ou se está tomando-a em uma lata de ração de gato.  Eu não vou olhar as 3000 resenhas.  Eu não vou olhar à nota conjunta dos usuários.  Se a nota média é um composto de notas duvidosas, então essas notas médias são incertas.

Não tem como dizer se as pessoas são boas em degustação.

Vamos tomar como exemplo a Geary´s IPA, em que a primeira resenha - que dá um B (que é decente, se você considerar C como média) - menciona a palavra "amanteigada" duas vezes.  Uma no aroma e outra no sabor.  Ele realmente não se importa com o amanteigado do malte.  Claro, ele também menciona que não espera amargor ou álcool em uma IPA.  Agora eu sei que a Geary´s é produzida na cervejaria Shipyard, e o fermento da Shipyard é o Ringwood Ale que tem floculação BEM alta.  Tende a sair de solução cedo e acaba não removendo diacetil (que tem gosto de manteiga) da cerveja como deveria a não ser que você faça alguns truques para manter esse fermento em suspensão - truques esses que a Shipyard é geralmente boa.

IPA não deve ser amanteigada.  Malte não tem gosto de manteiga.  Isso é um off-flavor.  Mas o usuário não sabe disso (ou que uma IPA deve ser amarga, infelizmente).  Ele apenas pensa (corretamente) que tem gosto de manteiga, e mesmo que não goste, não sabe também que não deveria estar lá e então não julga tão ferrenhamente como poderia e talvez deveria julgar.  Resumindo, ele está julgando como se o amanteigado tivesse de estar lá, porque ele não sabe que não deve.

Essa é uma avaliação honesta dessa cerveja?  Com certeza reflete se o degustador gosta ou não, mas reflete na qualidade da cerveja?  Por exemplo, porque esse B deve ter o mesmo peso de alguém que deu C e sabe que a cerveja está com diacetil?  Como eu sei que a pessoa avaliando a cerveja sabe o suficiente de cerveja para dar a ela uma boa resenha?  Só porque você bebe bastante não significa que você é um expert.  Faz de você um bêbado.

A internet é inconfiável em geral.

Me desculpem crianças, mas eu não tenho razão nenhuma para confiar em vocês.  Só porque muitas pessoas dão nota para algo não significa que tem qualquer tipo de qualidade envolvida.  Você sabe que dizer algo como "50 mil pessoas não podem estar erradas"? Bem, na verdade, elas podem.  Acontece o tempo todo.

Uma parcela significante da população desse país acredita que ciência e matemática são apenas coisas que a elite inventa para tentar perpetuar o financiamento de bolsas de estudo.  Eles acreditam que vacinas são coisas ruins e que poliomielite é normal.  Eles acreditam que o homem e os dinossauros chegaram a co-existir.  Então porque eu deveria acreditar em você, internet, a saber o suficiente de cerveja para me dar uma recomendação se nem uma idéia geral da sociedade você sabe me dar?

Em resumo

Fato: Você não consegue medir algo com uma ferramenta incerta. Não tem um lugar ou jeito certo de burlar a interferência de informações falsas, separando as boas resenhas das ruins.  Já que não existe um jeito de calibrar os degustadores para ter certeza que eles degustem com a mesma objetividade, então não tem jeito de dizer que qualquer um desses rankings é razoavelmente confiável e não vou perder o meu tempo com eles.  Até que tenhamos um sistema de rankings talvez baseado em pesos para avaliadores (Cicerone foi o citado por ele, que são os sommeliers de cerveja dos EUA), eu chamo de besteirol esses rankings de cerveja, especialmente os rankings de sites comerciais, como o BA e o RB.  Seus dados não são merecedores de consideração, em minha opinião.

Faça seu próprio sistema de avaliação e decida o que você gosta por si mesmo.  É bem mais valioso a longo prazo.

Esses rankings estão sendo apresentados como guias para os consumidores

Deixe-me citar algo para você dos comentários de um blog que eu me deparei que definitivamente resume o sentimento comum.  Eu sei que eu deveria falar de quem é, mas não os conheço pessoalmente e não quero entrar em discussão.  Essa citação é em referência a uma postagem com produtos de lojas recomendadas pelo Rate Beer e do Beer Advocate em estabelecimentos comerciais,  como você veria em outros sites, como por exemplo o Wine Spectator.

"Eu realmente aprecio os rankings de um consórcio de bebedores dedicados comparado ao vinho, que historicamente foi dominado por um indivíduo ou algumas publicações"


De fato.  Sabe o que eu odeio? Ser capaz de fazer decisões pensadas baseadas em dados confiáveis e consistentes.  O que eu prefiro é fazer palpites aleatórios baseado em dados completamente incertos e anônimos. Quer dizer - quem precisa de painéis de experts treinados quando eu posso ter a avaliação de BoobLvr67?

Isso é equivalente à confiar as resenhas anônimas de cerveja (ou qualquer outra coisa, mas vamos nos manter no tópico).

O que eu gostaria de ver...

...é algo como os sistemas de rankings de pessoas que são de fato treinadas sensorialmente - Cicerones e/ou juízes de BJCP - com rankings baseados na importância e na proficiência que eles mostraram ter.  Isso deve ser informação melhor.  Ainda existe diferenças individuais de degustação, mas pelo menos esses degustadores são moderadamente calibrados.  Pelo menos existe um ponto de partida além de "eu me registrei no site".

Esse seria um site de resenhas que eu confiaria, e que suas recomendações encontradas em lojas eu acreditaria.  Até chegarmos lá, eu estou dispensando qualquer site de rankings e avaliações em geral.

Fonte: Top Fermented

Micros (e nanos) no simples nacional. Votem!

on 1 de novembro de 2011

Prezados,

Convido-os a apoiar a petição pública em apoio à redução da carga tributária para as cervejarias artesanais brasileiras, por meio da possibilidade de enquadramento no SIMPLES NACIONAL.

Para participar do abaixo-assinado, basta clicar em :

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N15901

Para saber mais sobre a campanha:

http://700cervejas.blogspot.com/2011/10/abaixo-assinado-em-apoio-reducao-da.html

Abraços,

Marcio Beck
Jornalista e editor web
A volta ao mundo em 700 cervejas
http://700cervejas.blogspot.com




OBS:  Eu já votei e foi muito fácil (veja abaixo).  Faça você também a sua parte!!



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Abaixo-assinado em apoio à redução de impostos para cervejarias artesanais

Obrigado

O abaixo-assinado foi assinado com sucesso.


Ajude a divulgar o Abaixo-assinado. Agradecemos que envie um email rápido a seus amigos a informar da existência deste abaixo-assinado online.

Obrigado

Informar meus amigos

Lançamento: Therezópolis Rubine

on 27 de outubro de 2011




A Cervejaria St. Gallen acaba de lançar um novo rótulo: a Therezópolis Rubine.

THEREZÓPOLIS RUBINE (na imagem) é uma autêntica Bock de cor vermelho intenso, composta por maltes tostados do tipo Munich e malte Vienna, equilibrados pelo leve amargor do lúpulo e pela leveza da água mineral das montanhas. De maturação prolongada e corpo denso, seu aroma traz notas de café e toffé.
THEREZOPOLIS RUBINE tem teor alcoólico de 6,5% vol, e apesar de ser conhecida como cerveja sazonal de inverno, estará presente o ano inteiro na carta da Cervejaria Sankt Gallen e poderá ser apreciada sem preconceito. Aprecie a 5º graus.
O nome Bock na verdade vem de  EinBeck, cidade natal deste tipo de cerveja. Em alemão também significa cabrito (relação com o cabrito montanhês).
A THEREZÓPOLIS RUBINE harmoniza muito bem com carnes de caça (javali), paleta de carneiro, batatas gratinadas, salada de beterrabas, creme de shitake ou de lentilha, feijoada, goulash, foie gras, ossobuco, pato assado, pimentão recheado, rabada e nozes. A Rubine harmoniza muito bem inclusive com algumas sobremesas. Com creme brulée fica perfeito

Técnicas de dry-hopping

on 25 de outubro de 2011


Dry hopping é essencialmente uma técnica britânica (e agora americana).  Com poucas exceções, não é praticada na Alemanha e nem na Bélgica.

Qual a diferença entre fazer dry-hopping e adicionar lúpulo no final da fervura?  Bem, pra começar, o aroma de uma cerveja que foi "dry-hoppada" é mais potente sobre o lúpulo no final da fervura.  O aroma proveniente de dry-hopping é mais intenso e, já que não há fervura e portanto menos oxidação envolvida, o aroma é mais semelhante ao de um cone de lúpulo in-natura.  O aroma de dry-hopping é provavelmente será mais estável do que quando proveniente de adição no final da fervura.

Como recordação, aqui vão algumas informações básicas em utilização de lúpulos.  Os lúpulos tem 2 componentes básicos: um as são resinas e o outro são os óleos essenciais.  As resinas são geralmente chamdas de alfa ácidos e são isomerizados (por meio de reação de isomerização) quando fervidos que resultam em iso-alfa-ácidos.  São esses iso-alfa-ácidos os responsáveis em dar o amargor na cerveja final.  Os óleos essenciais são responsáveis pelo aroma de lúpulo na cerveja final.  Esses óleos são bem voláteis e serão evaporados se adicionados muito cedo na fervura.  Para a maioria do mundo cervejeiros, o aroma é conseguido com a adição de lúpulo no final da fervura, que permite aos óleos que fiquem retidos no mosto.  As adições de final de fervura geralmente ocorrem com 10 minutos ou menos para o final da fervura.  Para cervejeiros alemães, eles gostariam de não ter nenhum aroma de adições no final da fervura.  Inclusive, os sabores e aromas típicos que consideramos "nobres" são de adições de começo e meio de fervura, e nunca no final ou por dry-hopping.  Se você já tentou fazer dry hop em cervejas alemãs, os sabores resultantes podem até ser agradáveis para você, mas a cerveja resultante seria fora do estilo e provavelmente não agradaria a jurados em competições.

Existem basicamente três formas de dry hopping:

  • Adicionando lúpulos no fermentador primário;
  • Adicionando lúpulos no fermentador secundário;
  • Adicionando lpupulos no barril.
Adicionar lúpulos no começo da fermentação primária é desencorajado pela perda de aroma por arraste pelo CO2 formado durante a fermentação.  Porém, muitas cervejarias comerciais estão mais preocupados com a estabilidade de suas cervejas do que em pequenas perdas de eficiência de lupulagem.  Quanto mais oxigênio conseguirem manter fora da cerveja, mais estável.  Então, ao invés de transferirem a cerveja para um fermentador secundário, esperam até a cerveja estiver quase terminado de fermentar (por volta de 1ºP faltando) e então fazem o dry-hop.  Qualquer oxigênio presente será metaolizado pelo fermento ou evoluído com o desprendimento de CO2, e ainda tem bastante tempo para que o lúpulo sedimentarem se adicionados diretamente .  Esse método pode ser interessante para cervejeiros caseiros, especialmente para aquelas cervejas que serão maturadas por um longo período, como barley wines, ou old ales, etc.

A maioria dos cervejeiros fazem dry hop no secundário para conseguir o máximo de aroma com menor custo.  Isso é feito por três razões: sanitização, para não entupir a mangueira de purga (blow-off) e para reter o máximo de aromáticos possível.  O problema, mencionado acima, é a possibilidade de oxidação e reduzida validade.

Dry-hopping no keg é praticado frequentemente, mas alguns sentem que o tempo de contato que os lúpulos estão com a cerveja dão muito do sabor "de grama" ou "oleoso". Porém existem tantos quantos que nunca tiveram problemas mantendo lúpulos no keg por 4 a 5 semanas.  Quando usando um post-mix, gosto de usar aqueles porta-chás de inox em forma de bola e um pedaço de fio-dental. O porta-chá desce ao fundo e o fio dental permite que ela seja amarrada na parte de fora, mantendo mesmo assim uma boa vedação da tampa.  Uma semana é bom ao se fazer dry-hop a quente, ou então até três ou quatro semanas quando fazendo dry-hop em temperaturas de lager.  Sempre deixe o seu paladar dar a palavra final em quando você deve retirar os lúpulos.


Muitos cervejeiros caseiros ficam preocupados com contaminações quando adicionam lúpulos não sanitizados na cerveja final.  Isso é muito difícil de acontecer porque quando o lúpulo é adicionado, no fim da fermentação, o álcool ajuda a conter qualquer possível fonte de contaminação.  Ainda, já que não existem muitos açúcares sobrando na cerveja, não existe muito para os bichos comerem.  E finalmente, lúpulos são anti-bacterianos e portanto não são um bom hospedeiro para qualquer contaminante.

Quais lúpulos devem ser usados para dry-hopping?  Para a maioria, os lúpulos aromáticos são aqueles com baixo teor de alfa ácidos (menos de 6%) e com conteúdo alto de óleos essenciais.  Os lúpulos "nobres" caem nessa categoria, assim como a maioria das variedades de baixos alfa ácidos.  Alguns exemplos incluem Saaz, Tettnanger, Hallertauer, Goldings, Fuggles, Cascades e Willamette.  Como em muitas regras, há exceções.  Muitos lúpulos caem na categoria de "uso duplo" e que tem boas características aromáticas assim como boas propriedades de amargor.  Duas dessas variedades com altos alfa-ácidos com bons resultados em dry-hopping são Chinook (12-14% AA) e Columbus (14-16% AA).  Geralmente é melhor escolher as variedades por região ou tradição para fazer dry-hopping assim como para usar no final da fervura.  Por exemplo, a maioria das cervejas inglesas são "dry-hoppadas" com East Kent Goldings e a maioria das americanas com Cascade.

Quanto de lúpulo usar e por quanto tempo é uma questão frequentemente perguntada.  Uma boa base para uma quantidade razoável é por volta de 30g de lúpulo em 20L de cerveja de 10 dias a duas semanas entre 15 e 20ºC.  Para cervejeiros caseiros que gostam de bastante aroma de lúpulo, aumente para algo como 60g para um aroma moderado, usando até 120g para cervejas mais alcoólicas e para aquele aroma "na cara" que muitas IPA´s e Double IPA´s (e até algumas Pale Ales mais fortes).  A resposta certa  para a pergunta de quanto usar é "o quanto precisar para atingir o resultado desejado".  Mais de 120g por 20L pode ser lúpulo em demasia e o limite superior, mas cervejeiros caseiros são conhecidos justamente por ir até o limite das cervejas.

Na Grã-Bretanha, cervejeiros tipicamente fazem dry hop por duas a três semanas com uma temperatura inferior, por volta de 13 a 16ºC.  Cervejeiros comerciais por lá usam menos lúpulos quando feito o dry hop no keg, mas não o removem do barril antes de servir, então ele está em contato com a cerveja por um longo período.

Uma alternativa para dry hop é fazer um chá de lúpulo.  Para fazer isso você ferve duas xícaras de água , remove do fogo e adiciona o seu lúpulo.  Espere esfriar e deixe em infusão por 1 a 2 horas.  Adicione então à cerveja.  Adicionar uma pequena quantidade de ácido na água, como o fosfórico ou o lático, ajudará a prevenir a liberação de polifenóis dos lúpulos que podem causar adstringência na cerveja final.  Seja cuidadoso quando ajustar os níveis de ácido em quantidades tão pequenas de água.  Use um pHâmetro e pare quando o pH estiver abaixo de 6.  Evite adicionar o chá na cerveja muito rapidamente de modo a incorporar oxigênio na mesma.  Qualquer oxigênio adicionado vai diminuir o aroma de lúpulo por oxidação dos compostos aromáticos.  Tente sifonar com uma ponta de mangueira até a superficie da cerveja ou então adicionar cuidadosamente.

As lagers geralmente não são "dry-hoppadas", pois seus aromas são provenientes de adições no final da fervura, mas enquanto estiver brassando uma cerveja lupulada (principalmente ales), tente fazer dry hop na próxima vez e veja se você gosta dos resultados.

Referências:  Adaptado do artigo da revista Brew Your Own por Donald Million intitulado Dry Hopping: Techniques (data online: 26 de agosto de 2003), do livro Homebrewing: Volume 1 Beginner Basics to Creating Your Own Award-Winning Recipes, por Al Korzonas, o artigo de Charles Bamforth intitulado Beer: An Ancient Yet Modern Biotechnology, do departamento de Ciência dos Alimentos da Univ. de California-Davis.


Fazendo um starter de fermento

on 5 de outubro de 2011


Erlenmeyers, extrato de malte seco, sacaromyces, agitadores magnéticos e tubos de ensaio.  Se você está aprendendo esses termos então você está entrando no mundo dos starters de fermento.  Certamente uma jogada para economia de dinheiro para o cervejeiro caseiro que gosta dos apetrechos e gadgets de microbiologia e cálculos nerds de fermento.  Fazer o seu próprio starter de fermento lhe dá melhor controle de sabores usando sanitização, selecionando cepas específicas de leveduras, temperaturas, aeração e quantidades de adição de fermento.

Um Erlenmeyer de 2000mL e rolha
 funcionam bem para fazer starters para
cervejas com alto teor de álcool
Um starter é apenas uma fermentação em pequena escala feita para acelerar o metabolismo do fermento.  Fazer um starter pode demorar 12-18 horas dependendo da cepa, temperatura, nutrientes/alimento para o fermento e oxigênio fornecido.  Esteja preparado para brassar ou refrigerar a "lama" de fermento até a hora de usá-la.  Um frasco de 2000mL permite que você faça starters normais ou maiores para levas maiores ou então para cervejas mais alcoólicas.  Para uma OG muito alta, o starter é necessário para uma fermentação ativa e saudável.  Para starters maiores dobre as quantidades de fermento, extrato de malte seco, nutrientes de fermento e água nos passos abaixo.

Como em quase todo processo de cerveja caseira, sanitização é primordial para um starter.  Limpe e sanitize os seus frascos, rolhas porosas, embalagens de fermento, tesouras, barra magnética, funis, termômetros e papel alumínio.  Basicamente tudo que entrar em contato com o mosto resfriado, frascos e fermento precisa estar o mais estéril possível.  Você não vai querer contaminar as suas culturas de fermento, então esteja atento à limpeza do ambiente.

Então quanto de fermento usar em cada leva de cerveja?  Ao invés de ir à fundo na matemática envolvida, nós sugerimos usar a Calculadora de dosagem do fermento do Jamil Zainasheff.  Ele também tem um app para iPhone disponível.

Construindo um Starter
Reuna seus equipamentos incluindo frascos de 1L e 2L, rolha porosa, agitador magnético, barra magnética, Extrato de malte seco, nutrientes de fermento e sanitizante como PAC200, iodofor, Star-San ou álcool 70.

Remova o fermento líquido do refrigerador pelo menos 6 horas antes de adicionar ao erlen.  Para algumas cepas, isso pode levar até 24 horas.  Colocando os sachês em cima da geladeira dará ao fermento um pouco de calor par ajudar a acordá-los.

Em uma panela de 2 a 5L, ferva aproximamente 3 xícaras (720mL) de água e desligue o fogo.  Adicione 1/3 colher de chá de nutriente como "Fermax" contendo fosfato de di-amônio (DAP) e células de levedo.

Adicione extrato de malte seco (DME), aproximadamente 1/2 xícara ou 84g.  Misture o conteúdo até que não haja pelotes.  Traga a solução novamente à fervura por 3-5 minutos para assegurar que os nutrientes estão totalmente dissolvidos.


Cuidadosamente transfira a solução para o erlenmeyer.  Cubra a boca do erlen com papel alumínio.  Mergulhe o frasco em um banho de gelo e mantenha até que a temperatura caia para a temperatura ambiente (deve demorar algo em torno de 10-15 minutos). É preferível que essa temperatura seja de aproximadamente 21ºC.


Uma vez atingido a temperatura-alvo, agite o frasco para quebrar a camada de sedimento.  Borrife com sanitizante a tesoura e o canto da embalagem do fermento, corte para abrir e adicione todo o conteúdo no mosto que estará em temperatura ambiente.


Jogue a sua barra magnética sanitizada cuidadosamente no lado do erlenmeyer, fazendo ela escorregar até o fundo.  Coloque a rolha porosa anitizada no gargalo do erlen (caso não tenha essa rolha, use um pedaço de papel alumínio cobrindo totalmente a boca do erlen e descendo uns 3-5 cm no gargalo do erlenmeyer), deixando que se espalhe em forma de cogumelo sobre o topo.  Coloque o erlenmeyer em um agitador magnético em temperatura ambiente, preferencialmente em um local escuro, e a fermentação deve começar em 12 horas.  Agitadores magnéticos ajudam você a cultivar contagens de células altas e a ter fermento saudável para fermentações mais rápidas, reduzindo o risco de contaminações e melhorando a qualidade de sua cerveja.

Quando a fermentação ocorrer, o starter está pronto.  Você ajudou a multiplicar o seu fermento para 2-3 vezes a sua população inicial e agora eles estão prontos.  Adicione o seu starter normalmente como você faria quando adicionaria o fermento.  Lembre de levantar o fermento em suspensão no frasco agitando o erlen.  Se você estiver fazendo uma lager, lembre-se de diminuir a temperatura do starter para que as temperaturas estejam próximas (algo em torno de 3-5ºC) quando você adicionar, para que o fermento não entre em dormência.

Observaçôes: Esteja preparado para uma fermentação vigorosa.  Uma mangueira tipo blow-off (ao invés de um airlock) é recomendado para que você não tenha surpresas desagradáveis e grudentas!

Se você estiver fazendo um starter com volume muito grande, considere jogar fora parte do líquido e apenas adicionar a 'lama'.  Você pode refrigerar o starter na noite anterior para que o fermento sedimente no fundo do erlen e então jogue fora a parte líquida do starter.




Fonte: Homebrewing.com

Você beberia cerveja roxa?

on


"Prickly Pear", fruto do cáctus Opuntia
"Fanta Uva?  Não, cerveja!"  Isso é o que pode acontecer com você se for julgar em competições cervejeiras, especialmente em competições de cervejas caseiras.  A cerveja em destaque é uma Wit com o fruto da Opuntia, um cactus.  Embora Pierre Celis (o belga que ressucitou o estilo Wit Bier, e que depois se mudou para o Texas e fundou a Cervejaria Celis) fosse um cara inventivo, nenhuma prova existe de que ele pensou em fazer uma cerveja com o fruto do cactus

Tem muito desse fruto no Novo México (EUA), de modo que as pessoas fazem vinho dessa fruta avermelhada a roxa e usam em hidromel.

Sábado passado, o jurado BJCP e autor do livro consagrado "Brew Like a Monk", Stan Hieronymus, julgou o estilo de fruit beers em competição estadual de cervejeiros caseiros juntamente com cervejarias comerciais.  Após ter degustado uma Berliner Weiss com cerejas, recebeu essa belezinha.  O comentário na ficha de inscrição dizia que essa cerveja não tinha corante artificial!!!

Talvez essa não tivesse sido a melhor idéia para uma cerveja.  Quando essa potente fruta se combina com uma wit, os sabores do estilo clássico são simplesmente soterrados.

Mas a execução foi um pouco melhor durante a tarde, quando o mesmo jurado sentou em uma mesa com uma cerveja com a mesmo fruto, porém em uma lambic.  E foi feito por uma cervejaria comercial.  Como foi julgada às cegas não dá pra saber qual cervejaria.  "Prickly Pear" junto com vinagre ? Difícil combinação, mas fica um belo parabéns pela tentativa!!

Recessão cervejística na Europa

on 4 de outubro de 2011


O declínio no consumo de cerveja pode estar contribuindo para a crise financeira na Europa - pelo menos de acordo com um estudo encomendado por aqueles que produzem cerveja.


A conclusão não é tão absurda quanto parece.  Europeus estão economizando dinheiro ao beber em casa ao invés de em pubs, e que está custando empregos na indústria e na diminuição da arrecadação de impostos, de acordo com um estudo por Ernst & Young, pago pelos Cervejeiros da Europa, uma associação industrial.


A mudança para o consumo dentro de casa tem um efeito desproporcional sobre o desemprego, porque 73% dos empregos associados com a indústria cervejeira da Europa vêm de fora das cervejarias.  São encontrados em bares, hotéis e restaurantes.


"Obviamente, a crise tem tido o seu efeito," disse Pierre-Olivier Bergeron, secretário geral dos 'Cervejeiros da Europa'.


O consumo de cerveja na Europa caiu 8% de 2008 a 2010, período coberto no estudo.  Mas o número de empregos na indústria cervejeira caiu 12%, ou 260 mil empregos, o estudo conclui.  Isso comparado com a queda de 2% de empregos totais na Europa.


A perda de empregos pode exacerbar a crise financeira porque os desempregados recebem benefícios ao invés de pagarem impostos.  Quando o consumo de cerveja diminui, o governo também coleta menos impostos na venda de cervejas.


Na verdade, a Grécia foi um dos países mais fortemente atingidos pela recessão cervejística.  O consumo per capita caiu para 36L dos 41L  de 2008 para 2010, enquanto que a indústria cervejeira despencou 15% e perdeu 59.600 empregos.


A indústria cervejeira reclama que parte do seu declínio é devido a fortes aumentos em impostos de cerveja a alguns países, incluindo a Grécia.


"Governos tendem a olhar para alguns setores como fazendas de dinheiro," diz Bergeron.  Ele argumenta que tal incremento pode ser contra produtivo porque eles empurram o consumo para baixo e por fim custam empregos e abaixam a arrecadação.


Mas nem tudo é notícia ruim para os cervejeiros.  O Sr. Bergeron disse que viu sinais de que esse declínio longo do consumo de cerveja da Europa, levado em parte pelas preocupações com saúde e leis contra a embriaguez no trânsito, pode estar chegando ao fim.  A proliferação de microcervejarias significa que os consumidores estão tem acesso à variedade e ao caráter local que faz o vinho ser atrativo, fazendo a cerveja mais atrativa a consumidores mais jovens, mais promissores.


Quando o Sr. Bergeron se associou à organização de cervejeiros uma década atrás, diz ele, tinha apenas 14 membros do seu país, a França.  Hoje já são 80, com muitos dos novos membros sendo microcervejarias.


Cervejeiros também estão vendo aumento em cervejas não-alcoólicas, também por causa de melhoras no processo de produção que resultam uma bebida mais saborosa, diz Bergeron.


Ele até está cautelosamente otimista que o consumo de cerveja pode aumentar novamente, já que as pessoas escolhem cerveja para beber nas refeições ao invés do vinho, mais caro. "Quando as pessoas olham para a carta de vinhos, eles decidem ficar com cerveja," diz o Sr. Bergeron. "A próxima década será interessante."

Vídeo: Cerveja do Google

on 3 de outubro de 2011


A gigante Google em colaboração com a cervejaria Dogfish Head, dos EUA, criaram uma cerveja especial usando ingredientes sugeridos pelos funcionários da compania ao redor do mundo.

A cerveja, em edição limitada, será uma Belgian Dubbel contendo ingredientes como amaranto da América do Sul, sementes de uma árvore australiana (wattleseed) e Myrica Gale da Europa e até mel de abelhas da matriz do Google, na Califórnia. Terá aproximadamente 9% álcool.

A cerveja foi inaugurada na semana passada, no brewpub da Dogfish Head no estado de Delaware, EUA.  Caso haja demanda, a cerveja será engarrafada e distribuída.

O projeto é considerado uma jogada de marketing.  Em um vídeo de 13 minutos que foi colocado no youtube, as empresas explicam como a Urkontinent (nome da criação) foi feita usando produtos do google.

Um porta-voz do Google anunciou também que eles não estarão entrando no mercado de cervejas, mas que suporta hobbies de seus funcionários, que é o caso da cerveja caseira.


   

Ganhadores do GABF 2011

on


O GABF (do inglês "Great American Beer Festival" ou algo como "Grande Festival de Cerveja Americana") de 2011 trouxe 3930 inscrições competindo por 248 medalhas.  Teve crescimento de inscrições de 11% em relação ao ano passado. Reuniu 526 cervejarias competindo de 48 estados americanos além de Porto Rico (território anexado).  Foram 167 jurados de 9 países diferentes.  Nas 83 categorias foram distribuídas medalhas de ouro, prata e bronze.  Segue a lista de vencedores:


Ganhadores por estilo

Category: 1 American-Style Wheat Beer – 20 Entries
Gold: SchWheat, SweetWater Brewing Co., Atlanta, GA
Silver: Shredders Wheat, Barley Brown’s Brew Pub, Baker City, OR
Bronze: Wagon Box Wheat, Black Tooth Brewing Co., Sheridan, WY
Category: 2 American-Style Wheat Beer With Yeast – 38 Entries
Gold: Leavenworth Boulder Bend Dunkelweizen, Fish Brewing Co., Olympia, WA
Silver: Tumblewheat, Altitude Chophouse and Brewery, Laramie, WY
Bronze: Leavenworth Whistling Pig Hefeweizen, Fish Brewing Co., Olympia, WA
Category: 3 Fruit Beer – 56 Entries
Gold: Raspberry Tart, New Glarus Brewing Co., New Glarus, WI
Silver: Brainless on Peaches, Epic Brewing Co., Salt Lake City, UT
Bronze: Derailed Black Cherry Ale, Erie Brewing Co., Erie, PA
Category: 4 Fruit Wheat Beer – 48 Entries
Gold: 5 Lizard, 5 Rabbit Cerveceria, Chicago, IL
Silver: Mr. Pineapple Wheat, SanTan Brewing Co., Chandler, AZ
Bronze: Vintage Blonde Ale, Blue Moon Brewing Co., Golden, CO
Category: 5 Field Beer or Pumpkin Beer – 37 Entries
Gold: Upslope Pumpkin Ale, Upslope Brewing Co., Boulder, CO
Silver: Pumpkin Ale, BJ’s Restaurant & Brewery – Chandler, Chandler, AZ
Bronze: Turnip the Beets, Bull & Bush Brewery, Denver, CO
Category: 6 Herb and Spice Beer – 92 Entries
Gold: Mexican Chocolate Stout, Copper Kettle Brewing Co., Denver, CO
Silver: LSD, Minneapolis Town Hall Brewery, Minneapolis, MN
Bronze: CBC Heather Ale, Cambridge Brewing Co., Cambridge, MA
Category: 7 Chocolate Beer – 30 Entries
Gold: Chocolate Beer, Barley Brothers Brewery and Grill, Lake Havasu City, AZ
Silver: Samuel Adams Chocolate Chili Bock, Boston Beer Co., Boston, MA
Bronze: Samuel Adams Chocolate Bock, Boston Beer Co., Boston, MA
Category: 8 Coffee Beer – 60 Entries
Gold: Java Mac, Sun King Brewing Co., Indianapolis, IN
Silver: Coffee Monster, Pizza Port Carlsbad, Carlsbad, CA
Bronze: Coffee Milk Stout, Dry Dock Brewing, Aurora, CO
Category: 9 Specialty Beer – 24 Entries
Gold: Hazelnut Brown Nectar, Rogue Ales, Newport, OR
Silver: Chateau Jiahu, Dogfi sh Head Craft Brewery, Milton, DE
Bronze: Denver Beer Co. Graham Cracker Porter, Denver Beer Co., Denver, CO
Category: 10 Rye Beer – 36 Entries
Gold: Three Flowers IPA, Marin Brewing Co., Larkspur, CA
Silver: Bock in Bock, Tequesta Brewing Co., Tequesta, FL
Bronze: Crank Tank, SweetWater Brewing Co., Atlanta, GA
Category: 11 Specialty Honey Beer – 32 Entries
Gold: Sixteen, Weyerbacher Brewing Co., Easton, PA
Silver: Eye of the Storm, Minneapolis Town Hall Brewery, Minneapolis, MN
Bronze: Midas Touch, Dogfi sh Head Craft Brewery, Milton, DE
Category: 12 Session Beer – 44 Entries
Gold: Provo Girl Pilsner, Utah Brewers Co-op, Salt Lake City, UT
Silver: Twerp, Pizza Port Carlsbad, Carlsbad, CA
Bronze: Firestone Walker Extra Pale Ale, Firestone Walker Brewing Co., Paso Robles, CA
Category: 13 Other Strong Beer – 53 Entries
Gold: Wheat Wine Ale, Smuttynose Brewing Co., Portsmouth, NH
Silver: Saison du Summer, Backcountry Brewery, Frisco, CO
Bronze: Totality Imperial Stout, FiftyFifty Brewing Co., Truckee, CA
Category: 14 Experimental Beer – 83 Entries
Gold: Mangalitsa Pig Porter, Right Brain Brewery, Traverse City, MI
Silver: Petit Obscura, Telegraph Brewing Co., Santa Barbara, CA
Bronze: Belgorado, Wynkoop Brewing Co., Denver, CO
Category: 15 Indigenous Beer – 31 Entries
Gold: Hqt, 21st Amendment Brewery, San Francisco, CA
Silver: Monticello Reserve Ale, Starr Hill Brewery, Crozet, VA
Bronze: Hot Rocks Lager, Port Brewing Co., San Marcos, CA
Category: 16 Gluten-Free Beer – 15 Entries
Gold: Gluten-Free Lemon Pale, Strange Brewing Co., Denver, CO
Silver: New Grist, Lakefront Brewery, Milwaukee, WI
Bronze: Seeley Axe White, Kettlehouse Brewing Co., Missoula, MT
Category: 17 American-Belgo-Style Ale – 43 Entries
Gold: Angry Birds, Haymarket Pub & Brewery, Chicago, IL
Silver: Blue Reserve, Blue Mountain Brewery, Afton, VA
Bronze: Boulevard Collaboration #2, Boulevard Brewing Co., Kansas City, MO
Category: 18 American-Style Sour Ale – 21 Entries
Gold: Le Terroir, New Belgium Brewing Co., Fort Collins, CO
Silver: Framboise de Amorosa, The Lost Abbey, San Marcos, CA
Bronze: Ching Ching, Bend Brewing Co., Bend, OR
Category: 19 American-Style Brett Ale – 31 Entries
Gold: Confl uence, Allagash Brewing Co., Portland, ME
Silver: Super Friends IPA, Ithaca Beer Co., Ithaca, NY
Bronze: Grimalkin – Super Kitty Fantastico, Brugge Brasserie, Indianapolis, IN
Category: 20 Wood- and Barrel-Aged Beer – 40 Entries
Gold: Velvet Merkin, Firestone Walker Brewing Co., Paso Robles, CA
Silver: Wee Pogue, Sun King Brewing Co., Indianapolis, IN
Bronze: Pinot Jubel, Deschutes Brewery, Bend, OR
Category: 21 Wood- and Barrel-Aged Strong Beer – 118 Entries
Gold: Melange a Trois, Nebraska Brewing Co., Papillion, NE
Silver: BBJ (Bourbon Barrel Johan), Sun King Brewing Co., Indianapolis, IN
Bronze: Barrel Aged Naked Evil BBW, Hoppin’ Frog Brewing Co., Akron, OH
Category: 22 Wood- and Barrel-Aged Strong Stout – 74 Entries
Gold: Bourbon Murder, Deschutes Brewery, Bend, OR
Silver: 2010 Bourbon Barrel Sexual Chocolate Imperial Stout, Foothills Brewing, Winston-Salem, NC
Bronze: Grand Inquisitor, Iron Hill Brewery & Restaurant, Wilmington, DE
Category: 23 Wood- and Barrel-Aged Sour Beer – 75 Entries
Gold: Friek, Odell Brewing Co., Fort Collins, CO
Silver: The Wanderer, The Bruery, Placentia, CA
Bronze: Le Serpent Cerise, Snake River Brewing, Jackson, WY
Category: 24 Aged Beer – 36 Entries
Gold: Expedition Stout, Bell’s Brewery, Galesburg, MI
Silver: Release the Hounds, Bull & Bush Brewery, Denver, CO
Bronze: 2004 Triple Exultation, Eel River Brewing Co., Fortuna, CA
Category: 25 Kellerbier or Zwickelbier – 48 Entries
Gold: Kolsch Kellerbier, Mad Fox Brewing Co., Falls Church, VA
Silver: Bottle Rocket Lager, Uncle Billy’s Brew & Que – Lake Travis, Austin, TX
Bronze: B3K Schwarzbier, Wynkoop Brewing Co., Denver, CO
Category: 26 Smoke Beer – 43 Entries
Gold: Smoke Ale, Rogue Ales, Portland, OR
Silver: Smoke Out, Starr Hill Brewery, Crozet, VA
Bronze: Alaskan Smoked Porter 2010, Alaskan Brewing Co., Juneau, AK
Category: 27 American-Style or International-Style Pilsener – 31 Entries
Gold: BEER, La Cumbre Brewing Co., Albuquerque, NM
Silver: Popcorn Pilsner, Sun King Brewing Co., Indianapolis, IN
Bronze: Legacy Lager, Silver Moon Brewing, Bend, OR
Category: 28 German-Style Pilsener – 42 Entries
Gold: Pavlov’s Pils, C.B. & Potts Restaurant & Brewery – Fort Collins, Fort Collins, CO
Silver: Sunshine Pils, Tröegs Brewing Co., Harrisburg, PA
Bronze: Pilsner, Marble Brewery, Albuquerque, NM
Category: 29 Bohemian-Style Pilsener – 42 Entries
Silver: Mama’s Little Yella Pils, Oskar Blues Brewery, Longmont, CO
Bronze: Pilsner, McCoy’s Public House and Brewkitchen, Kansas City, MO
Category: 30 Munich-Style Helles – 38 Entries
Gold: Chuckanut Helles, Chuckanut Brewery, Bellingham, WA
Silver: Where in the Helles Gunner?, Emmett’s Brewing Co., West Dundee, IL
Bronze: Órale, Del Norte Brewing Co., Denver, CO
Category: 31 Dortmunder or German-Style Oktoberfest – 20 Entries
Gold: Move Back, The SandLot, Denver, CO
Silver: Tommy Two Fists, Devils Backbone Brewing Co., Roseland, VA
Bronze: Dog Days Lager, Two Brothers Brewing Co., Warrenville, IL
Category: 32 American-Style Lager, Light Lager or Premium Lager – 55 Entries
Gold: Old Milwaukee Light, Pabst Brewing Co., Woodridge, IL
Silver: Busch Light, Anheuser-Busch, St. Louis, MO
Bronze: Pabst Blue Ribbon Light, Pabst Brewing Co., Woodridge, IL
Category: 33 American-Style Lager or Cream Ale or Lager – 31 Entries
Gold: Red Dog, Miller Brewing Co., Milwaukee, WI
Silver: Rainier, Pabst Brewing Co., Woodridge, IL
Bronze: Old Style, Pabst Brewing Co., Woodridge, IL
Category: 34 Vienna-Style Lager – 32 Entries
Gold: Jomo Lager, Starr Hill Brewery, Crozet, VA
Silver: Cityfest, Brewzzi, West Palm Beach, FL
Bronze: Vienna Red Lager, Iron Hill Brewery & Restaurant, Wilmington, DE
Category: 35 German-Style Märzen – 58 Entries
Gold: Stein Knocker, Hoppers Grill & Brewing Co., Midvale, UT
Silver: Munster Fest, Three Floyds Brewing Co., Munster, IN
Bronze: Samuel Adams Octoberfest, Boston Beer Co., Boston, MA
Category: 36 American-Style Amber Lager – 58 Entries
Gold: Uberbrau, Humperdink’s Restaurant and Brewery, Dallas, TX
Silver: Colorado Native, AC Golden Brewing Co., Golden, CO
Bronze: Florida Beer Florida Lager, Florida Beer Co., Melbourne, FL
Category: 37 European-Style Dunkel – 23 Entries
Gold: Dunkel Lager, Glenwood Canyon Brewing Co., Glenwood Springs, CO
Silver: Chuckanut Dunkel, Chuckanut Brewery, Bellingham, WA
Bronze: Penn Dark, Pennsylvania Brewing Co., Pittsburgh, PA
Category: 38 American-Style Dark Lager – 16 Entries
Gold: Durango Dark, Durango Brewing Co., Durango, CO
Silver: Session Black, Full Sail Brewing Co., Hood River, OR
Bronze: Schwarzbier, AC Golden Brewing Co., Golden, CO
Category: 39 German-Style Schwarzbier – 26 Entries
Gold: TAPS Schwarzbier, TAPS Fish House & Brewery (Corona, CA), Brea, CA
Silver: Nevermore Lager, Rock Bottom Brewery (King of Prussia, PA), Louisville, CO
Bronze: Gordon Biersch Schwarzbier, Gordon Biersch Brewery Restaurant (Seattle, WA), Chattanooga, TN
Category: 40 Bock – 34 Entries
Gold: Troegenator, Tröegs Brewing Co., Harrisburg, PA
Silver: PrePro Bock, Coors Archive Brewery, Golden, CO
Bronze: Maibock, Stewart’s Brewing Co., Bear, DE
Category: 41 German-Style Doppelbock or Eisbock – 22 Entries
Gold: Autumnal Fire, Capital Brewery Co., Middleton, WI
Silver: St. Nik Brewer’s Reserve, Pennsylvania Brewing Co., Pittsburgh, PA
Bronze: Eisphyre, Capital Brewery Co., Middleton, WI
Category: 42 Baltic-Style Porter – 19 Entries
Gold: Battle Axe Baltic Porter, Fat Head’s Brewery, North Olmsted, OH
Silver: White Eagle Baltic Porter, Montana Brewing Co., Billings, MT
Bronze: Puddy Porter, Triple Rock Brewery and Alehouse, Berkeley, CA
Category: 43 Golden or Blonde Ale – 56 Entries
Gold: Blonde, Ram Restaurant & Brewery – Seattle, Seattle, WA
Silver: Alaskan Pale Ale, Alaskan Brewing Co., Juneau, AK
Bronze: Kent Lake Kolsch, Iron Springs Pub & Brewery, Fairfax, CA
Category: 44 German-Style Kölsch – 48 Entries
Gold: Chuckanut Kolsch, Chuckanut Brewery, Bellingham, WA
Silver: Great Adirondack Kölsch, Great Adirondack Brewing Co., Lake Placid, NY
Bronze: Capital City Kolsch, Blind Tiger Brewery & Restaurant, Topeka, KS
Category: 45 English-Style Summer Ale – 33 Entries
Gold: Summer Lovin’, Blue Mountain Brewery, Afton, VA
Silver: Peacemaker, Austin Beerworks, Austin, TX
Bronze: Mad Fox Brewing Company English Summer Ale, Mad Fox Brewing Co., Falls Church, VA
Category: 46 Classic English-Style Pale Ale – 25 Entries
Gold: Clear Creek Pale Ale, Silver City Brewery, Bremerton, WA
Silver: MacTarnahan’s Amber Ale, MacTarnahan’s Brewing Co., Portland, OR
Bronze: Prime Time Pale Ale, Big Time Brewery, Seattle, WA
Category: 47 English-Style India Pale Ale – 46 Entries
Gold: Samuel Adams Latitude 48 Hallertau Mittelfrueh, Boston Beer Co., Boston, MA
Silver: Napa Smith Organic IPA, Napa Smith Brewery, Napa, CA
Bronze: Down ‘n’ Dirty IPA, Deschutes Brewery, Bend, OR
Category: 48 International-Style Pale Ale – 20 Entries
Gold: Boulevard Pale Ale, Boulevard Brewing Co., Kansas City, MO
Silver: Intercontinental Pale Ale, Flossmoor Station Brewing Co., Flossmoor, IL
Bronze: Radiant, Ninkasi Brewing Co., Eugene, OR
Category: 49 American-Style Pale Ale – 105 Entries
Gold: Pale 31, Firestone Walker Brewing Co., Paso Robles, CA
Silver: Mission St. Pale, Firestone Walker Brewing Co., Paso Robles, CA
Bronze: Ute Trail Pale Ale, Amicas, Salida, CO
Category: 50 American-Style Strong Pale Ale – 103 Entries
Gold: Pako’s Eye P.A., Snake River Brewing, Jackson, WY
Silver: AleSmith IPA, AleSmith Brewing Co., San Diego, CA
Bronze: Hop Knot, Four Peaks Brewing Co., Tempe, AZ
Category: 51 American-Style India Pale Ale – 176 Entries
Gold: Elevated IPA, La Cumbre Brewing Co., Albuquerque, NM
Silver: Deviant Dale’s, Oskar Blues Brewery, Longmont, CO
Bronze: Head Hunter IPA, Fat Head’s Brewery, North Olmsted, OH
Category: 52 Imperial India Pale Ale – 102 Entries
Gold: Citra Double IPA, Kern River Brewing, Kernville, CA
Silver: Double Jack, Firestone Walker Brewing Co., Paso Robles, CA
Bronze: Imperial IPA, Epic Brewing Co., Salt Lake City, UT
Category: 53 American-Style Amber/Red Ale – 82 Entries
Gold: Amber Waves, 21st Amendment Brewery, San Francisco, CA
Silver: Jamaica Red Ale, Mad River Brewing Co., Blue Lake, CA
Bronze: Rocket Red, Big River Grille and Brewing (Chattanooga, TN), Chattanooga, TN
Category: 54 Imperial Red Ale – 57 Entries
Gold: 547 Haight – The Toronado San Francisco’s 20th Anniversary Imperial Red Ale, Pizza Port Carlsbad, Carlsbad, CA
Silver: Rhino Chaser Imperial Red Ale, Pizza Port Ocean Beach, San Diego, CA
Bronze: Organic Deranger, Laurelwood Brewing Co., Portland, OR
Category: 55 English-Style Mild Ale – 25 Entries
Gold: Skidmark Brown Ale, Pizza Port Ocean Beach, San Diego, CA
Silver: Dawn Patrol Dark, Pizza Port Solana Beach, Solana Beach, CA
Bronze: Bird and Baby Mild, The Public House Brewing Co., Rolla, MO
Category: 56 Ordinary or Special Bitter – 28 Entries
Gold: DBA, Firestone Walker Brewing Co., Paso Robles, CA
Silver: New Speedway Bitter, Magnolia Gastropub and Brewery, San Francisco, CA
Bronze: Bonnie Lee’s Best Bitter, Magnolia Gastropub and Brewery, San Francisco, CA
Category: 57 Extra Special Bitter – 43 Entries
Gold: Minaret ESB, Cigar City Brewing, Tampa, FL
Silver: Colorado Kind, Mountain Sun Pub and Brewery, Boulder, CO
Bronze: Harvest Ale, Goose Island Beer Co., Chicago, IL
Category: 58 Scottish-Style Ale – 27 Entries
Gold: Hope and King Scotch Ale, Minneapolis Town Hall Brewery, Minneapolis, MN
Silver: Naughty Scot, Rock Bottom Brewery (College Park – Indianapolis, IN), Louisville, CO
Bronze: Brown Bear Brown, Rock Bottom Brewery (Bethesda, MD), Louisville, CO
Category: 59 Irish-Style Red Ale – 31 Entries
Gold: O’Rion Irish Red, Equinox Brewing, Fort Collins, CO
Silver: Copperhead Red, Ghost River Brewing, Memphis, TN
Bronze: Colorado Boy Irish Ale, Colorado Boy Brewing Co., Ridgway, CO
Category: 60 English-Style Brown Ale – 45 Entries
Gold: Good Grief Brown, Pizza Port Carlsbad, Carlsbad, CA
Silver: Rock Bottom Brown Ale, Rock Bottom Brewery (San Diego, CA), Louisville, CO
Bronze: Molly’s Titanic Brown, Rock Bottom Brewery (Westminster, CO), Louisville, CO
Category: 61 American-Style Brown Ale – 49 Entries
Gold: Great American Brown, Pizza Port Carlsbad, Carlsbad, CA
Silver: Redrock Nut Brown Ale, Redrock Brewing Co., Salt Lake City, UT
Bronze: Brave American, American Brewing Co., Edmonds, WA
Category: 62 American-Style Black Ale – 74 Entries
Gold: Blacktop IPA, New Glarus Brewing Co., New Glarus, WI
Silver: Blackened CDA, Carter’s Brewing, Billings, MT
Bronze: Black Racer, Bear Republic Brewing Co., Healdsburg, CA
Category: 63 German-Style Altbier – 30 Entries
Gold: Little Red Cap, Grimm Brothers Brewhouse, Loveland, CO
Silver: TAPS Alt, TAPS Fish House & Brewery (Brea, CA), Brea, CA
Bronze: Chuckanut Alt, Chuckanut Brewery, Bellingham, WA
Category: 64 German-Style Sour Ale – 13 Entries
Gold: Berliner Weisse, Crabtree Brewing Co., Greeley, CO
Silver: Hottenroth Berliner Weisse, The Bruery, Placentia, CA
Bronze: Gordon Biersch Goze, Gordon Biersch Brewery Restaurant (Rockville, MD), Chattanooga, TN
Category: 65 South German-Style Hefeweizen – 64 Entries
Gold: Hefeweizen, Dry Dock Brewing, Aurora, CO
Silver: Wild Pitch Hefe Weizen, The SandLot, Denver, CO
Bronze: EOS, Nebraska Brewing Co., Papillion, NE
Category: 66 German-Style Wheat Ale – 23 Entries
Gold: Boscos Hefeweizen, Boscos Brewing Co., Memphis, TN
Silver: Weizenbock, Sierra Nevada Brewing Co., Chico, CA
Bronze: Dark-n-Curvy, Piece Brewery, Chicago, IL
Category: 67 Belgian-Style Witbier – 53 Entries
Gold: Witte, Brewery Ommegang, Cooperstown, NY
Silver: La Perouse White, Maui Brewing Co. – Brewpub, Maui, HI
Bronze: ZON, Boulevard Brewing Co., Kansas City, MO
Category: 68 French- and Belgian-Style Saison – 65 Entries
Gold: Saison-Brett, Boulevard Brewing Co., Kansas City, MO
Silver: Funkwerks Saison, Funkwerks, Fort Collins, CO
Bronze: Sofi e, Goose Island Beer Co., Chicago, IL
Category: 69 Belgian- and French-Style Ale – 56 Entries
Gold: California Ale, Telegraph Brewing Co., Santa Barbara, CA
Silver: TAPS Biere de Garde, TAPS Fish House & Brewery (Corona, CA), Brea, CA
Bronze: Pin-Up Blonde, Bastone Brewery, Royal Oak, MI
Category: 70 Belgian-Style Lambic or Sour Ale – 51 Entries
Gold: Fifth Element 2008, Squatters Pub Brewery, Salt Lake City, UT
Silver: Blue Sunday, New Holland Brewing Co., Holland, MI
Bronze: Barton Kriek, North by Northwest, Austin, TX
Category: 71 Belgian-Style Abbey Ale – 76 Entries
Gold: Brother David’s Double, Anderson Valley Brewing Co., Boonville, CA
Silver: Wild-Westmalle Tripel, Chicago Brewing Co., Las Vegas, NV
Bronze: Two Tortugas, Karl Strauss Brewing Co., San Diego, CA
Category: 72 Belgian-Style Strong Specialty Ale – 59 Entries
Gold: Buffalo Slumber, Sun King Brewing Co., Indianapolis, IN
Silver: Revelations, Pizza Port Carlsbad, Carlsbad, CA
Bronze: The Twelve, Black Diamond Brewing Co., Concord, CA
Category: 73 Brown Porter – 32 Entries
Gold: Out of Order Porter, Wind River Brewing Co., Pinedale, WY
Silver: FireHouse Porter, FireHouse Grill & Brewery, Sunnyvale, CA
Bronze: Porter, Lexington Avenue Brewery, Asheville, NC
Category: 74 Robust Porter – 62 Entries
Gold: Moonlight Porter, Rock Bottom Brewery (La Jolla, CA), Louisville, CO
Silver: DeadEye Jack Porter, LoneRider Brewing Co., Raleigh, NC
Bronze: Pier Rat Porter, Pizza Port San Clemente, San Clemente, CA
Category: 75 Classic Irish-Style Dry Stout – 24 Entries
Gold: Ring of Dingle, Sun King Brewing Co., Indianapolis, IN
Silver: Breakside Dry Stout, Breakside Brewery, Portland, OR
Bronze: Shaft House Stout, Dostal Alley Brewpub & Casino, Central City, CO
Category: 76 Foreign-Style Stout – 23 Entries
Gold: Dark Side Stout, Silver Moon Brewing, Bend, OR
Silver: Malpais Stout, La Cumbre Brewing Co., Albuquerque, NM
Bronze: Z-Man Stout, Pizza Port Ocean Beach, San Diego, CA
Category: 77 American-Style Stout – 37 Entries
Gold: Jules Winnfi eld, Pizza Port Solana Beach, Solana Beach, CA
Silver: Achievement Beyond Life’s Experiences American Stout, Brit Antrim Benefi t Beer,
Pizza Port Ocean Beach, San Diego, CA
Bronze: Disorder Stout, Barley Brown’s Brew Pub, Baker City, OR
Category: 78 Sweet Stout – 19 Entries
Gold: Steel Toe Stout, Ska Brewing Co., Durango, CO
Silver: Cream Stout, Redwood Brewing Co., Flint, MI
Bronze: Outlaw Oatmeal Stout, Great Basin Brewing Co., Sparks, NV
Category: 79 Oatmeal Stout – 36 Entries
Gold: Back Road Stout, Millstream Brewing Co., Amana, IA
Silver: Oatmeal Stout, Crabtree Brewing Co., Greeley, CO
Bronze: Stagecoach Stout, Figueroa Mountain Brewing Co., Buellton, CA
Category: 80 Imperial Stout – 56 Entries
Gold: BORIS The Crusher Oatmeal-Imperial Stout, Hoppin’ Frog Brewing Co., Akron, OH
Silver: Russian Imperial Stout, Iron Hill Brewery & Restaurant, Wilmington, DE
Bronze: IMOS, Max Lager’s Wood-Fired Grill & Brewery, Atlanta, GA
Category: 81 Scotch Ale – 39 Entries
Gold: Wee Muckle, Sun King Brewing Co., Indianapolis, IN
Silver: Wee Heavy, Vintage Brewing Co., Madison, WI
Bronze: Old Chub Scotch Ale, Oskar Blues Brewery, Longmont, CO
Category: 82 Old Ale or Strong Ale – 35 Entries
Gold: Papier, The Bruery, Placentia, CA
Silver: AleSmith Decadence ‘10 Old Ale, AleSmith Brewing Co., San Diego, CA
Bronze: Arctic Alchemy, Fegley’s Brew Works, Allentown, PA
Category: 83 Barley Wine-Style Ale – 42 Entries
Gold: Horn Dog Barleywine, Flying Dog Brewery, Frederick, MD
Silver: AleSmith Old Numbskull, AleSmith Brewing Co., San Diego, CA
Bronze: Johan the Barleywine, Sun King Brewing Co., Indianapolis, IN
2011 Great American Beer Festival Pro-Am Competition
Gold: Before Capone, C.B. & Potts Restaurant & Brewery, Westminster, CO
Brewmaster: Dennis O’Harrow, AHA Member: Tom Gardner
Silver: Schwarzherz, Uinta Brewing Co., Salt Lake City, UT
Brewmaster: Uinta Beer Team, AHA Member: Travis Grimm
Bronze: Kriek, Dry Dock Brewing, Aurora, CO
Brewmaster: Dry Dock Brewers, AHA Member: Ted Manahan

Prêmios extras

Small Brewing Company and Small Brewing Company Brewer of the Year
Chuckanut Brewery, Bellingham, WA
Brewer: Will Kemper
Mid-Size Brewing Company and Mid-Size Brewing Company
Brewer of the Year
Firestone Walker Brewing Co, Paso Robles, CA
Brewer: Matthew Brynildson
Large Brewing Company and Large Brewing Company
Brewer of the Year
Pabst Brewing Company, Woodridge, IL
Brewer: Bob Newman
Small Brewpub and Small Brewpub Brewer of the Year
Pizza Port Ocean Beach, San Diego, CA
Brewer: Yiga Miyashiro
Large Brewpub and Large Brewpub Brewer of the Year
Pizza Port Carlsbad, Carlsbad, CA
Brewer: Pizza Port Brew Guys
Brewpub Group and Brewpub Group Brewer of the Year
TAPS Fish House & Brewery, Brea, CA
Brewer: Victor Novak
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